CARMEN MIRANDA
Cantora e atriz luso-brasileira que trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Em 1939, às vésperas da Segunda Guerra, estrelou o espetáculo musical "Streets of Paris", em Boston, com êxito estrondoso de público e crítica. Entre 1942 e 1953 atuou em 13 filmes e nos mais importantes programas de rádio, televisão, casas noturnas, cassinos e teatros norte-americanos. Em 1946, era a artista mais bem paga de Hollywood. Tornou-se dependente de barbitúricos, tanto estimulantes quanto calmantes, muitos tomados com álcool. Em 1955, após receber amigos em sua residência em Beverly Hills, beber e cantar algumas canções, faleceu fulminada por um colapso cardíaco. Tinha 46 anos.
Principais Filmes: “Uma Noite no Rio / That Night in Rio” (1941) e “Minha Secretária Brasileira / Springtime in the Rockies” (1942).
CARMEN SEVILLA
Cantora e atriz, estreou no teatro em 1943, aos 13 anos. Começou no cinema em 1947, filmando entre a Espanha e o México com grande popularidade. Foi a Maria Madalena do famoso épico bíblico “O Rei dos Reis”, de Nicholas Ray, além de apresentar concorridos programas de tevê.
Principais Filmes: “Violetas Imperiais / Violetas Imperiales” (1952) e “O Rei dos Reis / King of Kings” (1961).
DOLORES DEL RIO
Seus pais queriam transformá-la em freira, mas ela conseguiu fugir do convento aos 16 anos para se casar com o escritor Jaime Del Rio. Numa festa realizada na Cidade do México, foi vista pelo diretor norte-americano Edwin Carewe, que, fascinado, a convidou para filmar em Hollywood. Separada do marido mexicano, casou-se novamente em 1930 com o diretor de arte da M-G-M, Cedric Gibbons. Novamente divorciada em 1941, buscou consolo nos braços de Orson Welles. Insatisfeita com os rumos de sua carreira em Hollywood, voltou ao México, onde estrelou diversos sucessos. Foi dirigida por Raoul Walsh, Clarence Brown, King Vidor, William Dieterle, John Ford, Francesco Rosi e Don Siegel, entre outros.
Principais Filmes: “Ave do Paraíso / Bird of Paradise” (1932) e “Maria Candelária / Idem” (1944).
FLORINDA BOLKAN
Foi para a Itália em 1968, descoberta por Luchino Visconti. No seu primeiro filme, contracenou com o beatle Ringo Starr. Depois dele, fez mais de 40 filmes. Foi dirigida por Vittorio De Sica, Giuseppe Patroni Griffi e Elio Petri, ganhando três vezes o David di Donatello de Melhor Atriz, o Oscar do cinema italiano. Sensual, sofisticada e talentosa, fez séries de tevê de muito sucesso.
Principais Filmes: “Investigação de um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita / Indagine su un Cittadino al di Sopra di Ogni Sospetto” (1971) e “Amargo Despertar / Una Breve Vacanza” (1973).
KATY JURADO
Excelente atriz, fez carreira em Hollywood, mas voltou para o México, onde continuou filmando. Venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e foi indicada ao Oscar. Casou-se com o ator Ernest Borgnine.
Principais Filmes: “Matar ou Morrer / High Noon” (1952) e “A Lança Partida / Broken Lance” (1954).
LIBERTAD LAMARQUE
Antes de se tornar a maior atriz do cinema argentino, já era a mais conhecida voz feminina do tango. Iniciou carreira no cinema mudo e estrelou o primeiro filme sonoro de seu país, em 1933. Reinou absoluta em sua terra e ao se exilar no México – resultado da bofetada que deu em Eva Duarte, futura Perõn e Primeira-Dama -, continuou em alta. Fez mais de sessenta filmes e aos 80 anos ainda protagonizava musicais na Broadway, México, Argentina e no Brasil.
Principais Filmes: “Grande Cassino / Gran Casino” (1947) e “Outra Primavera / Outra Primavera” (1950).
LUPE VELEZ
Iniciou sua carreira como dançarina, ainda no México, antes de se mudar para os Estados Unidos, onde trabalhou em teatro de vaudeville. Em 1924 começou a atuar no cinema, protagonizando vários filmes. Tinha a fama de “latina temperamental”, mas o seu caráter incendiário atraía a atenção dos homens. Teve como amantes Charles Chaplin, Tom Mix e ainda um tórrido caso com Gary Cooper. Sua vida pessoal era frequentemente motivo de coberturas sensacionalistas pela mídia. Um turbulento casamento de cinco anos com Johnny Weissmuller, o Tarzan, foi motivo de muita especulação. Em 1944, cometeu suicídio.
Principais Filmes: “Amor de Índio / The Squaw Man” (1931) e “A Verdade Seminua / The Half Naked Truth” (1932).
MARÍA ELENA MÁRQUES
Descoberta por um vizinho diretor de cinema, estreou nas telas aos 16 anos. Apareceu em mais de cinquenta filmes, em uma carreira de três décadas (aposentou-se no final dos anos 70), trabalhando ao lado de grandes nomes como Cantinflas, Arturo de Córdova e Pedro Armendáriz. Em Hollywood filmou com Clark Gable e John Derek.
Principais Filmes: “A Pérola / La Perla” (1947) e “Assim São os Fortes / Across the Wide Missouri” (1951).
MARÍA FÉLIX
Sua beleza e personalidade marcantes a levaram ao sucesso internacional e ao status de ícone. Uma das mais famosas estrelas de língua espanhola, estrelou filmes românticos no México, Espanha, Argentina, França e Itália durante muitas décadas. Nos anos 40 ter o seu nome no elenco era garantia de grandes bilheterias. Recusou trabalhar em muitos filmes hollywoodianos, mas em 1945 perdeu o papel de Pearl Chavez - em “Duelo ao Sol / Duel in the Sun” - para Jennifer Jones, embora ele tenha sido escrito com ela na cabeça. Filmou com Luis Buñuel e Jean Renoir. Colecionava jóias e suas roupas eram desenhadas pelos estilistas Christian Dior e Balenciaga. Belíssima, despertava intensas paixões e, até abandonar a carreira nos anos 70, casou-se cinco vezes, entre eles com o ator Jorge Negrete, o compositor Agustín Lara e o milionário francês Alex Berger. Quando este morreu em 1974, herdou sua fabulosa fortuna.
Principais Filmes: “Enamorada / Idem” (1946) e “French CanCan / Idem” (1954).
MARIA MONTEZ
Em dez anos de carreira, essa diva atuou em aventuras exóticas e populares na Universal. Sua imagem nas telas era sedutora, de cabelos vermelhos, vestida com roupas e jóias espetaculares. Conhecida como “A Rainha do Technicolor”, participou de 26 filmes e se casou com o ator francês Jean-Pierre Aumont, mudando-se para a França, onde participou de alguns filmes. Também escreveu três livros, dois deles publicados. Faleceu em Paris, aos 39 anos, depois de aparentemente sofrer um ataque cardíaco e se afogar na banheira.
Principais Filmes: “Mulher Cobra / Cobra Woman” (1944) e “O Exilado / The Exile” (1947).
NORMA BENGELL
Depois de ser aplaudida como cantora e vedete, começou no cinema em 1959, ao lado de Oscarito. Uma das principais estrelas do Cinema Novo, protagonizou clássicos de Ruy Guerra, Walter Hugo Khoury e Domingos de Oliveira. Contratada pelo produtor Dino de Laurentiis, fez diversos longas na Itália e se casou com o ator italiano Gabriele Tinti. Estreou como diretora de longa-metragem em 1988. Seu mais recente filme como atriz, "Vagas Para Moças de Fino Trato", foi rodado em 1993.
Principais Filmes: “Os Cafajestes” (1962) e “Noite Vazia” (1964).
RITA MORENO
Dançarina desde criancinha, estreou na Broadway aos 13 anos. Ganhou logo no ano seguinte – em 1945 - o primeiro papel no cinema. Trabalhou em diversos gêneros, levando o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1961. Recebeu também o Tony e o Emmy, os prêmios máximos do teatro e tevê norte-americanos.
Principais Filmes: “Amor, Sublime Amor / West Side Story” (1961) e “Ânsia de Amar / Carnal Knowledge” (1971).
SARITA MONTIEL
Em 1958, emocionou o mundo no campeão de bilheteria “La Violetera”. Reverenciada pela comunidade gay ainda hoje, a estréia da diva latina aconteceu em 1944, na Espanha. Depois se dividiu entre o seu país natal, México e Estados Unidos. O diretor norte-americano Anthony Mann se tornou o seu primeiro marido. A partir dos anos 70 abandonou o cinema, mas continuou nos palcos e na tevê. Pedro Almodóvar a homenageou em “De Salto Alto / Tacones Lejanos” (1991) e “Má Educação / La Mala Educación” (2004).
Principais Filmes: “Vera Cruz / Idem” (1954) e “La Violetera / Idem” (1958).
SILVIA PINAL
Fez seu primeiro filme aos 17 anos, destacando-se tanto em comédias quanto em melodrama urbanos. Nos anos 50 se converteu na estrela favorita do público mexicano, ganhando prêmios. Casou-se com o produtor Gustavo Alatriste e a seguir com o ator Enrique Guzmán, 12 anos mais jovem. Brilhou também no teatro musical e na televisão, sendo reconhecida internacionalmente com filmes polêmicos de Luis Buñuel. Em 1985, estrelou a série “Mujer”, ficando mais de duas décadas no ar.
Principais Filmes: “Viridiana / Idem” (1961) e “O Anjo Exterminador / El Ángel Exterminador” (1962).















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